António Franco Aleixandre

“António Franco Aleixandre nasceu em Viseu em 1944. Estudou Matemática em vários países estrangeiros, fazendo investigação nessa área. Desde 1975 é professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Poeta significativo da actual poesia portuguesa, estreou-se na década de 60, apesar de apenas na década seguinte se ter afirmado com um «discurso centralmente inovador», como o considerou Joaquim Manuel Magalhães, exemplo de uma prática de efeitos intelectuais e de meios semânticos a que se junta uma certa técnica de distanciação narrativa. Herdou as diversificadas experiências de linguagem poética pós-poesia 61.

Da sua obra destacam-se Poemas (1996), reunindo a obra já publicada e alguns poemas inéditos, e Quatros Caprichos (1999), prémio APE de Poesia.”

[http://www.instituto-camoes.pt/cvc/poemasemana/10/02.html]

Venho dormir junto de ti
e o meu corpo é uma coisa diferente
do que se vê ou toca ou sente;
é, fora de mim, essa coluna de ar onde respiro,
olhos que beijam o teu corpo exacto,
as muitas mãos que dobram o teu rosto.
Um deus que dorme, um deus que dança, e mais
que um mero deus, o breve amor do tempo.

[http://www.instituto-camoes.pt/arquivos/literatura/alexandreape.htm]

Aún a riesgo de que alguien pueda acusarme de intrusismo, y siendo consciente de que traducir poesía es un imposible (nos conformaremos con intentar lograr con medios distintos efectos análogos), me he tomado la licencia de traducir el poema previo al español.

Vengo de dormir junto a ti
y mi cuerpo es una cosa diferente
de lo que se ve o toca o siente;
es, fuera de mí, esa columna de aire donde respiro,
ojos que besan tu cuerpo exacto,
las muchas manos que pliegan tu rostro.
Un dios que duerme, un dios que danza, y más
que un mero dios, el breve amor del tiempo.

Gracias, .

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